Resumo de Discussão e análise em Sala Virtual TEMA 1

Resumo de Discussão e análise em Sala Virtual TEMA 1

        
Na era moderna em que vivemos, o acesso à informação tornou-se muito mais fácil com o uso da Internet e as pessoas começaram a procurar por si próprias novos produtos, serviços, conteúdos variados e, até novas formas de conhecimento.

Paralelamente a essa mudança de paradigma, onde o ser humano começa a produzir seus próprios conteúdos com o objetivo de melhoria de desempenho e aprendizagem, e também de oportunidade de negócio, a educação a distância cresce a um ritmo galopante, cada vez com mais recursos e funcionalidades específicas e relevantes para deixar o processo de aprendizagem cada vez mais intuitivo, completo e eficiente.

O E-Learning enquadra-se não só no contexto do Ensino Superior (licenciaturas, mestrados e formação contínua de professores), mas também no âmbito do Ensino Básico (ensino regular, ensino recorrente e formação contínua) e também no contexto do Ensino Secundário através da modalidade Blended Learning, com a inclusão da componente presencial formativa e interativa (e-Learning: Reflexões sobre cenários de aplicação, Vitor Gonçalves.

Acredito que o Blended Learning seja fundamental e mais necessário no ensino pré-universitário, pois auxilia na construção da própria personalidade do indivíduo, fator esse preponderante e fulcral na adolescência e pré-adolescência.

No meu entender, a mais ambiciosa e antevista futurista modalidade de ensino online (O ensino futurista (tecnológico) por suas tendências, Érika Fernandes) será a Educação Aberta e em Rede.

                  Utilizando a expressão idiomática “Todos os caminhos vão dar a Roma”, todos os caminhos do E-Learning, EAD, e Blended Learning ou B-Learning, traçaram os caminhos que irão dar à Educação Aberta e em Rede. 


Analisando os conceitos, começo por referir em e-Learning: Reflexões sobre cenários de aplicação, de Vitor Gonçalves, “O e-Learning é portanto um tipo ou modalidade de EAD baseado nas tecnologias da Internet, onde a aprendizagem ocorre remotamente.”

Fatores sempre apontados pelos estudantes que tenho contato é a “solidão” sentida por falta de acompanhamento e interação presencial com o docente, e a falta de relacionamento presencial aluno-professor, face à assincronia do modelo pedagógico. (Creio que se fosse efetuado um estudo psicológico a estes casos se notaria falhas no desenvolvimento pessoal de partilha e de presença nas épocas base do desenvolvimento da personalidade individual com a inclusão no coletivo presencial generalizado.)

Sylvia Constant Vergara, no seu artigo Estreitando Relacionamentos Na Educação A Distância, defende que esse relacionamento existe: “(…) em EAD tal relacionamento também existe e que se expande para além daquele entre professor e aluno, agregando tutores, mentores, equipe técnica, equipe administrativa, enfim, todos aqueles que estão envolvidos no processo.”

No entanto, o ensino presencial por si só não é sinónimo de aprendizagem: “Vilela (2011) salienta ainda a importância da didática do professor no ensino presencial afirmando que, se ela não for boa e madura o suficiente, os alunos terão o aprendizado prejudicado. (Educação A Distância X Educação Presencial: Como Os Alunos Percebem As Diferentes Características Vânia Medianeira Flores Costa1, Andressa Schaurich2, Aline Stefanan3, Elijeane Sales4, Angélica Richter5)

Nesta perspetiva, e segundo Maria de Fátima Goulão, no artigo Aprender a Ensinar a Distância, “Surge a necessidade de repensar o paradigma pedagógico utilizado até ao momento (…) Ser docente num ambiente a distância não é só uma questão de adquirir um determinado número de conteúdos, é, sobretudo, uma alteração de mentalidade e de postura perante o processo de ensino – aprendizagem.” Os docentes devem ser consciencializados dessa necessidade por forma a tornarem-se mediadores do processo e não meros expositores dos conteúdos transmitidos.

“(…)os ambientes de educação aberta são definidos na granularidade da experiência individual e coletiva das paisagens do conhecimento que são elaboradas nas comunidades e na rede. E as práticas da educação em rede afirmam-se na mudança intencional para a cenarização da inovação pedagógica nos ambientes emergentes.” (Inovação pedagógica para a sustentabilidade da educação aberta e em rede, Paulo Dias).

É aqui que surge a mudança e confluência das modalidades de ensino propostas para apresentação e análise na sala virtual.

   “(…) Lowenthal, Wilson e Parrish (2009) definem a aprendizagem online em função dos artefactos ou contextos tecnológicos que lhe estão associados. Por sua vez, Oblinger e Oblinger (2005) baseiam a definição do conceito no processo de aprendizagem em si. Outros autores, como Hiltz e Turoff (2005), valorizam, sobretudo, a aprendizagem a partir dos contextos de interação.” (E-Learning, Online Education And Open Education: A Theoretical Approach, Luísa Aires).

No meu entender, a Educação Aberta e em Rede” irá fazer a conjugação de todos os aspectos positivos do E-Learning e do Ensino a Distância, tornando o enfoque no aluno, com o auxílio e acompanhamento de seus agentes mediadores que serão os docentes, mas tornando o processo de aprendizagem recebido, aberto ao mundo digital, possibilitando discussões, fornecendo outros “drives”, estimulando e possibilitando a participação, partilha e interação de todos os intervenientes em rede a nível mundial.

Em conclusão, explorar a história do conhecimento é estudar o curso do desenvolvimento da própria humanidade. Está tudo interligado: evoluímos à medida que encontramos formas de aperfeiçoar nossas capacidades explorando as possibilidades de comunicar, aprender e ensinar. Identificam-se as tendências e preparamo-nos para o futuro, da mesma forma que a educação a distância irá evoluir, fruto dos modelos aplicados e conhecimentos adquiridos, e dos testemunhos visionários que colocam o homem no centro dum universo digital.

Desta forma, a inovadora Educação Aberta e em Rede surgirá como a lógica evolução pedagógica digital, necessária, estruturada, funcional e flexível, face ao avanço tecnológico, às necessidades individuais e coletivas na disseminação do saber, e ao novo paradigma digital em que vivemos e em que permaneceremos sempre em constante evolução.


Leituras realizadas:

- Inovação Pedagógica para a sustentabilidade da educação
aberta e em rede pp. 4-14 de Paulo Dias;

- eLearning, Educação Online e Educação Aberta: Contributos
para uma reflexão teórica, pp.253-269 de Luísa Aires; 

            - eLearning: Reflexões sobre Cenários de aplicação, pp. 1-9 de
Vítor Gonçalves;

- Aprender e Ensinar a Distância, pp. 1-13 de Maria de Fátima
Goulã.


      Links adicionais às leituras mencionadas no resumo acima mencionado:








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